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Para Mulheres na Ciência 2019: saiba como foi a cerimônia de premiação das sete cientistas vencedoras

15.10.2019

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Evento realizado na Casa Firjan, no Rio de Janeiro,  teve a presença de pesquisadoras e lideranças femininas de diferentes áreas

 

Na última semana, dia 10 de outubro, a Casa Firjan foi palco da 14ª edição da premiação Para Mulheres na Ciência, uma iniciativa desenvolvida pela L’Oréal Brasil, em parceria com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). O objetivo do projeto é dar mais visibilidade e condições para que as pesquisadoras brasileiras possam atuar e desenvolver suas pesquisas na área científica. Este ano, o programa recebeu 508 inscrições de mais de 20 universidades de todo o país, avaliadas e selecionadas por um júri formado por cientistas de diferentes áreas,  

 

Relembre as pesquisas das sete ganhadoras!

 

Para Adriana Folador, vencedora na categoria Ciências da Vida, o prêmio é um incentivo e traz mais esperança para o cenário científico: “É uma alegria indescritível e realização profissional muito grande. E agora, com a premiação da L’Oréal, temos uma responsabilidade muito grande em dar um retorno para a sociedade com as nossas pesquisas”. A pesquisadora Marina Trevisan, que venceu na categoria Ciências Físicas, reforça: “Eu acho essa iniciativa muito importante, porque ela dá mais visibilidade e atrai mais mulheres a seguir a carreira”. 

 

Premiação ressalta a importância da igualdade de gênero na área

 

Na cerimônia, foram destacadas questões relevantes sobre o ambiente acadêmico, entre elas a desigualdade de gênero e a importância de se investir na área científica, assim como promover mais acesso a meninas e mulheres. Como enfatiza An Verhulst-Santos, presidente da L’Oréal Brasil, 30% das pesquisas científicas são feitas por mulheres e apenas 10% alcançam cargos de liderança na área. “Esse prêmio é muito importante para nós, porque acreditamos – e é comprovado – que a diversidade nas equipes traz mais criatividade e ajuda a ciência a resolver os grandes problemas no mundo”, afirma. 

 

Marlova Noleto, diretora e representante da UNESCO no Brasil, também ressalta as dificuldades que as mulheres enfrentam na carreira científica: “Além de promover o acesso de meninas e jovens na ciência, nós precisamos também assegurar que elas sigam suas carreiras livres do assédio, dos estereótipos, dos preconceitos e que possam a vir ocupar as carreiras e os cargos de chefia que lhe são de direito”. 

 

Para Luiz Davidovich, físico e presidente da ABC, a melhor maneira de combater a crise no país é investir em conhecimento e pesquisa: “Como todas as vencedoras aqui demonstraram, ciência é paixão, é sonho. E sonho não se dá só na aplicação, ele se dá também para entendermos como funciona o universo, de onde viemos, para onde vamos, qual é o nosso lugar. A ciência é movida pela paixão. A paixão pelo conhecimento muda nosso cotidiano e revoluciona nossa sociedade”. 

 

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