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Jurados contam como foi a escolha das vencedoras do Para Mulheres na Ciência 2018

09.07.2018

As sete ganhadoras escolhidas pelo prêmio serão divulgadas no início de agosto

Cientistas renomados das áreas de Química, Física, Matemática e Ciências da Vida se reuniram na Sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro, para escolherem as sete vencedoras da edição de 2018 do programa L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência. Os jurados analisaram mais de 500 pesquisas de jovens cientistas de todo o país. Neste ano, o programa recebeu maior número de inscrições de projetos desde a criação do prêmio no Brasil em 2006. A qualidade dos projetos das cientistas brasileiras foi destacada pelos integrantes do júri.

Visibilidade: recorde de inscrições demonstra impacto do programa

Entre as áreas com mais candidatas inscritas estavam Ciências da Saúde, com 196 inscrições, e Ciências Biológicas, com 173. Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do júri do programa, destaca também que o número de projetos de Matemática enviados dobrou. “O prêmio está despertando grande atenção por parte das pesquisadoras brasileiras, das mais diversas áreas, e foi isso que vimos aqui. Foi difícil escolher, porque havia candidatas muito boas em todas as categorias.”

Maria Vargas, docente do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF), elogiou a diversidade de aplicações dos projetos da área. “Mesmo com a falta de verbas nas universidades, as meninas estão se revelando, fazendos pesquisas e publicando em boas revistas”, disse. “É um reconhecimento da pesquisa feita por mulheres aqui no país, em áreas que ainda há poucas no topo da carreira, ou seja, onde a visibilidade é importante”.

Liderança feminina na ciência

Desde 2006, o programa já reconheceu o trabalho de mais de 80 cientistas brasileiras, contribuindo para os esforços pela igualdade de gênero na Academia. “Essas mulheres viram exemplos para outras, inclusive para meninas no ensino fundamental e médio”, acredita Maria Vargas. Mara Hutz, especialista em genética da UFRGS, destaca o fator motivacional do prêmio: “Ele é importantíssimo porque incentiva as jovens a seguirem adiante e cria um impacto nas universidades que o recebem. Com a repercussão na imprensa, ele valoriza a pesquisa científica no país”.