Notícia

Estudante brasileira de Ciência da Computação ganha concurso global da Apple pela 4ª vez seguida

31.07.2020

Karina Tronkos, de 23 anos, é a única brasileira a vencer as últimas quatro edições da Swift Student Challenge consecutivamente

 

A carioca Karina Tronkos, de 23 anos, já é rosto conhecido na competição mundial Swift Student Challenge, da Apple – e por um motivo incrível! A estudante de Ciência da Computação é única brasileira a vencer as últimas quatro edições do concurso em que alunos do mundo inteiro apresentam projetos de aplicativos (também conhecidos como “playgrounds”) construídos com a Swift, uma linguagem de programação desenvolvida pela própria Apple. Que tal saber mais sobre a cientista, conhecer quais foram seus quatro projetos vencedores e como ela está incentivando outras mulheres a desbravarem o universo do design e inovação? Leia a matéria e aproveite!

 

Paixão por aplicativos surgiu durante estágio na faculdade de Ciência da Computação

 

Para saber como Karina conseguiu conquistar o “tetra” na competição da Apple, é preciso conhecer primeiro a sua história. Estudante na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e UX designer (designer de experiência do usuário) no site da Globo, a carioca que está prestes a se tornar cientista da computação descobriu sua vocação com os apps ao estagiar no Apple Developer Academy – uma parceria da Apple com universidades de todo o Brasil para formar desenvolvedores. 

 

“Foi lá que eu descobri que existia UX Design. Pensei ‘caramba, é verdade, essas são as pessoas por trás do design de produtos digitais’. E é muito mais do que a interface, é mapear todo o fluxo do usuário, entender de ponta a ponta quais são as necessidades dele, fazer testes e entrevistas. Simplesmente me apaixonei e falei ‘cara, é com isso que eu quero trabalhar'”, disse Karina em entrevista ao Yahoo.

 

Conheça os projetos de Karina que venceram as últimas edições da competição da Apple

 

 

Foi nesse mesmo estágio da Apple, por sinal, que ela descobriu o Swift Challenge e decidiu concorrer junto com outros estudantes ao redor do mundo. Na primeira tentativa, em 2016,  não ganhou – mas a partir de 2017, não parou mais! Entre seus projetos vencedores estão um playground que ensina funções do corpo humano a crianças, um simulador de daltonismo para promover acessibilidade e um app de experiência interativa sobre a história da astrônoma Nancy Grace Roman. Este ano, sua proposta vencedora foi a de uma experiência educativa sobre a Estação Espacial Internacional. 

 

“Eu sempre tento fazer algo educativo com um storytelling, e não ser aquela pessoa que diz ‘olha como eu sei usar tecnologia’. “Não é algo disruptivo tecnicamente, não uso um lindo voiceover que dá cambalhota e solta laser. Eu uso a tecnologia como meio para trazer minhas ideias à tona”, explica.

 

Atrair mais meninas e mulheres para a ciência é um dos objetivos de Karina

 

Já imaginou como a ciência ganharia se tivéssemos cada vez mais histórias como a da Karina? Por sorte, encorajar outras mulheres também é um dos objetivos da cientista (e influencer!) que, mesmo com a rotina corrida, ainda divide seu tempo para compartilhar sobre design e inovação no seu perfil no Instagram (o @ninatalks). Um de seus projetos, por sinal, é o Ladies that UX, um coletivo que tenta atrair mais meninas para este universo. 

 

“Eu já entrei em aulas na faculdade em que eu era a única menina. O professor olhou para a minha cara e falou ‘aqui é a sala de análise de algoritmos’. Eu respondi ‘eu sei’.” Se meninas não recebem incentivo, é muito difícil que elas, proativamente, escolham ir para um curso onde praticamente não tem menina”, reflete.