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Da evolução das espécies aos mistérios do corpo humano: relembre projetos de biólogas que foram reconhecidos pelo programa L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência

03.04.2018

Pesquisas buscam formas inovadoras de preservar o mundo animal e melhorar a vida humana

Quem nunca se perguntou como o corpo humano funciona ou como surgiram as espécies que conhecemos? A Biologia tenta responder essas e outras questões sobre a vida no planeta, sempre com soluções inovadoras e movida por um grande desejo de preservar a beleza do mundo. Desde 2006, o programa L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência já premiou as pesquisas de mais de 80 cientistas – algumas que, inclusive, foram reconhecidas internacionalmente – e a Biologia está presente todos os anos com pesquisas que inspiram e buscam soluções para problemas do mundo.

Relembre os trabalhos de cinco biólogas vencedoras e inspire-se:

Fernanda Werneck: os efeitos das mudanças climáticas na vida animal

Uma das selecionadas pela edição de 2016 do Para Mulheres na Ciência, Fernanda Werneck quer alertar o mundo para os efeitos do aquecimento global na biodiversidade. A bióloga do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) analisa, por meio da diversidade genética, a capacidade de adaptação e os riscos de extinção de espécies da Amazônia e do Cerrado brasileiro. O foco do estudo são répteis e anfíbios, mais sensíveis às alterações climáticas. Fernanda foi uma das cientistas de todo o mundo reconhecidas pelo International Rising Talents, em 2017, e relatou toda a experiência em um diário de bordo.

 

Marília Nunes: a preservação de espécies nativas da Amazônia

Outra cientista preocupada com a preservação da biodiversidade brasileira é Marília Nunes, vencedora da edição de 2017 do Para Mulheres na Ciência. Bióloga e docente da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), sua pesquisa quer descobrir qual é o real estágio de preservação do pirarucu, espécie típica da região e que está em risco de extinção, utilizando de indicadores de diversidade genética. Seu trabalho é feito com a confiança e parceria de pescadores e comunidades ribeirinhas, já que é preciso extrair o material genético da nadadeira caudal dos peixes.

 

Tábita Hünemeier: evolução e diversidade das populações nativo-americanas

Tábita Hünemeier, premiada em 2015 pelo programa, escolheu percorrer o caminho da biologia evolutiva. O objetivo da cientista da Universidade de São Paulo (USP) é descobrir, com o estudo de crânios faciais, quais foram as mudanças genéticas que levaram à diversidade das populações indígenas atuais e suas diferenças em relação a outros continentes. Do ponto de vista genético, os povos nativos das Américas são um dos menos estudados, o que deixa uma lacuna na história de sua evolução.

 

Manuella Kaster: biologia, química e saúde mental

Formada em Ciências Biológicas, Manuella Kaster uniu a biologia e a química em prol da saúde mental. Selecionada pela edição de 2014 do Para Mulheres Na Ciência, a cientista da  Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estuda mecanismos biológicos que possam ajudar a diagnosticar e tratar depressão e outras doenças psiquiátricas, o que possibilitaria tratamentos mais personalizados e eficazes.

 

Bruna Romana de Souza: a busca de uma vida mais saudável para pacientes com doenças crônicas

A bióloga Bruna Romana de Souza também desenvolveu um projeto para melhorar saúde e qualidade de vida de pacientes. Reconhecida pelo prêmio em 2010, a docente da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) estuda os papéis de estrógenos e da testosterona na proteção do organismo. Quando em níveis mais altos, esses hormônios podem inibir a atuação da epinefrina e norepinefrina, substâncias nocivas para a saúde que são liberadas em alta quantidade quando em situação de estresse. As descobertas podem beneficiar pessoas que sofrem com depressão e ansiedade crônicas.