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Coronavírus: pesquisadora da UFRJ é uma das coordenadoras do projeto de novo teste mais rápido para COVID-19 no Brasil

03.04.2020

A iniciativa é feita por pesquisadores sob coordenação da professora Leda Castilho em conjunto com Amilcar Tanuri e Orlando Ferreira (Foto: Reprodução/Coppe/UFRJ)

 

O time de mulheres cientistas na luta contra o coronavírus ganhou mais um reforço: Leda Castilho, professora do Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ, é uma das coordenadoras do projeto de desenvolvimento de um novo teste para detectar COVID-19 de forma mais simples, rápida e barata. A iniciativa é feita em conjunto por pesquisadores do Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC), da Coppe/UFRJ, sob coordenação da professora Leda, e do Laboratório de Virologia Molecular (LVM), do IB/UFRJ, sob coordenação dos professores Amilcar Tanuri e Orlando Ferreira.

 

Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento do novo teste para o coronavírus não requer infraestrutura sofisticada para ser realizado. Ele se baseia em uma técnica aproximadamente quatro vezes mais barata do que a utilizada no teste de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) – que vem sendo aplicado nos pacientes suspeitos até o momento. Assim, a tecnologia desenvolvida pela UFRJ poderá ser facilmente transferida para reprodução em grande escala em diversos locais. 

 

Como funciona o novo teste para COVID-19 em desenvolvimento no Brasil

 

De acordo com Leda Castilho, quando uma pessoa é infectada pelo coronavírus, seu sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra ele – e o novo teste desenvolvido pelos pesquisadores seria capaz de detectar esses anticorpos anti-coronavírus no sangue do indivíduo. “Alguns tipos de anticorpos são detectáveis já uma semana após o contágio, enquanto outros levam quase duas semanas para serem produzidos e permanecem por muito tempo. A proposta é detectar os dois tipos, possibilitando tanto determinar se uma pessoa com sintomas respiratórios é positiva para COVID-19 quanto, por exemplo, mapear pessoas que já tenham sido infectadas anteriormente, mesmo assintomáticas”, explica a pesquisadora e doutora em Engenharia Bioquímica pela Universidade de Braunschweig, na Alemanha.

 

Conheça mais sobre o trabalho da pesquisadora Leda Castilho:

 

Leda dos Reis Castilho possui graduação e mestrado em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e doutorado em Engenharia Bioquímica pela Technical University of Braunschweig,  na Alemanha. Durante esse tempo, ela realizou estágios sabáticos na University of Bielefeld, na Alemanha, e no Vaccine Research Center (VRC) do National Institutes of Health, nos Estados Unidos. 

 

A pesquisadora já foi Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências no período 2009-2013, e tem experiência na área de Engenharia Bioquímica e Biotecnologia Farmacêutica – com ênfase na produção de biofármacos, vacinas e enzimas, assim como na propagação de células-tronco pluripotentes e células especializadas delas derivadas. Leda atua principalmente nas áreas de cultivo de células animais, clonagem e expressão de genes de proteínas terapêuticas, purificação de biomoléculas e desenvolvimento de vacinas baseadas em vírus ou partículas pseudo-virais (VLPs).

 

Atualmente, a cientista é professora do Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ, onde coordena o Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC). Além disso, também é docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica do IQ/UFRJ.