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Conheça 6 canais sobre Ciência no YouTube criados por mulheres

12.04.2018

De robótica a genética, conheça as mulheres que têm contribuído para democratizar a Ciência na internet

A L’Oréal entende a importância de cada vez mais incentivar e valorizar o trabalho de mulheres no campo da Ciência, onde apenas 30% dos pesquisadores de todo o mundo são mulheres. O prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência, reconhece e incentiva com uma bolsa-auxílio de 50mil todos os anos cientistas de diferentes áreas do conhecimento. A internet ajudou a dar voz para uma rede de mulheres que incentivam e ajudam a divulgar a ciência por meio do YouTube e seus canais voltados para assuntos variados dentro deste tema. Genética, matemática, robótica e paleontologia são apenas alguns dos tópicos tratados em canais liderados por mulheres, tanto no Brasil quanto em outros países. Conheça alguns canais que ajudam a desmistificar a posição das mulheres no campo científico:

Peixe Babel: robótica para todos

Criado por Camila Laranjeira, o canal pretende divulgar e explicar mais a robótica para o grande público de uma forma mais acessível. Formada em Sistemas de Informação e cursando mestrado em Ciência da Computação, Camila criou o Peixe Babel em 2014 e tem 42 mil inscritos e pouco mais de 1 milhão de visualizações no canal. Seus vídeos explicam desde conceitos básicos da robótica e computação, como algoritmos e robôs, discute os avanços da inteligência artificial. Além disso, ela aproveita o espaço para fazer análises do impacto da tecnologia na nossa vida, como a reação humana a seres inanimados e a games de realidade virtual.

Colecionadores de Ossos: paleontologia em pauta

Um assunto ainda pouco popular quando se pensa em Ciência é a Paleontologia. Bióloga, com mestrado em Ecologia e doutorado em Geologia, Aline Ghilardi atua na área de pesquisa da Paleontologia Brasileira e faz sua contribuição para popularizar o tema em seu canal, Colecionadores de Ossos. Ao lado do marido, o geólogo Tito Aureliano, ela mostra mais a fundo o trabalho de um paleontólogo, discute filmes relacionados ao tema – como Jurassic Park -, além de abordar curiosidades em geral, como modos de reproduzir fósseis e as diferenças entre Arqueologia e Paleontologia, duas áreas frequentemente confundidas. O preconceito contra mulheres na área da Ciência também já foi abordado no canal, em um vídeo onde Tito fala da dificuldade e resistência que as mulheres encontram ao optar por seguir uma carreira na Ciência, especialmente no campo acadêmico ou de pesquisa. Segundo o marido de Aline, o preconceito na internet também é grande.

Physics Girl: ciência de forma divertida e simples

Com uma abordagem divertida e linguagem simples, Dianna Cowern já alcançou mais de 800 mil inscritos e 55 milhões de visualizações em seu canal, Physics Girl. Vídeos sobre diversos tópicos relacionados à ciência e astronomia, além de entrevistas com experts nesse campo, experimentos e DIY científicos, são o forte da americana. O canal começou como um projeto pessoal pós faculdade e, com o sucesso, acabou virando fonte de entretenimento para entusiastas de ciência, além de incentivar mais mulheres a perseguirem carreiras nesse meio.

The Brain Scoop: curiosidades sobre o trabalho em um museu natural

Emily Graslie trabalha no The Field Museum, um dos maiores museus de história natural de Chicago, nos Estados Unidos. Em seu canal, faz vídeos variados sobre curiosidades de seu trabalho, entre eles a procedência dos animais em exibição e o processo de taxidermia. Ela explica em detalhes sobre as diferentes espécies de animais, rochas e cristais, fósseis, dinossauros, etc. Além de falar de Ciência e geologia, Emily também abordou a questão das mulheres serem minoria nessas áreas de atuação.

Vihart: desenhos para ilustrar explicações de matemática, música e geometria

Uma das mais populares no YouTube entre mulheres que falam de ciência, Victoria Hart criou seu canal em 2009 e até hoje seus vídeos acumulam mais de 106 milhões de views e 1,2 milhões de inscritos. Apaixonada por matemática, música e geometria, ela associa fatos e eventos do dia a dia e da cultura americana a explicações e teorias exatas, enquanto literalmente “desenha” para ilustrar seus argumentos.

Alex Dainis: temas da Genética mais acessíveis

Alex começou a publicar vídeos sobre ciência em seu canal em 2012. Formada em Genética pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, ela explica sobre o tema em seus vídeos enquanto estuda para se tornar PhD no assunto. Do seu dia a dia no laboratório a experiências com DNA, ela já acumula 27 mil inscritos e está prestes a atingir a marca de dois milhões de views em seu canal.