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Astronauta Christina Koch quebrou recorde feminino de tempo no espaço – e muito mais! Conheça outros feitos e contribuições da cientista

27.02.2020

Além do tempo em órbita, Christina também conduziu pesquisas sobre o comportamento do fogo no espaço, saúde dos rins e cultivo de plantas

Mulheres cientistas podem acrescentar mais um nome na lista de referências femininas na ciência: Christina Koch, a astronauta que recentemente voltou de uma viagem de 328 dias no espaço, agora é a dona do recorde feminino de permanência na Estação Espacial Internacional. Apesar do grande feito, acredite: essa é apenas uma das suas contribuições brilhantes para o futuro da ciência. Durante o tempo no espaço, Christina também conduziu diversas pesquisas pioneiras sobre microgravidade nas folhas de mostarda japonesa, o cultivo de plantas e o comportamento do fogo. Continue lendo a matéria e conheça mais sobre sua história!

 

Conheça alguns dos estudos mais importantes conduzidos pela astronauta recordista no espaço

(Foto: Nasa)

Na mesma viagem em que bateu o recorde de tempo que uma mulher já passou no espaço, Christina também realizou a primeira caminhada espacial só de mulheres junto com a astronauta Jessica Meir – e isso é incrível! Porém, enquanto celebramos esses feitos – que são grandes e muito importantes para o futuro e para o empoderamento feminino no universo científico -, também precisamos enaltecer outras contribuições que foram consequência direta dos esforços da astronauta durante os mais de 300 dias no espaço. 

 

Em seu tempo a bordo, Christina e seus colegas cultivaram verduras para entender melhor o papel da gravidade e o ambiente do voo na biologia das plantas – considerando também que, em missões de longa duração para Marte ou para a Lua, plantar alimentos no espaço pode ser importante para a dinâmica social dos tripulantes. Além disso, Christina conduziu estudos sobre o comportamento do fogo numa pesquisa com a Combustão Avançada na Estação Espacial Internacional via câmera de experimentos de microgravidade. Com esse estudo, ela poderá ajudar a reduzir a queima de poluentes na Terra, além de auxiliar espaçonaves a fazer um uso mais eficiente do combustível, prevenindo o risco de incêndios no espaço. 

 

Outra pesquisa importante conduzida pela astronauta foi sobre a microgravidade nas folhas de mostarda japonesa, buscando entender o papel da gravidade e do espaço no desenvolvimento celular, crescimento dos tecidos e saúde das plantas. Em outros momentos ao longo da viagem, a cientista também contribuiu com estudos sobre saúde dos rins, observações da Terra, o experimento das estruturas capilares e o experimento dos cristais de microgravidade. 

 

Recorde de Christina Koch no espaço poderá permitir a presença de mais mulheres no espaço

(Foto: Nasa)

Mesmo com tantos feitos, os recordes conquistados enquanto mulher no espaço não devem ficar para trás ao falar da trajetória de Christina na ciência. Até então, pelas regras da NASA, mulheres não poderiam passar todo esse tempo em órbita, porque não existem amostras suficientes para afirmar o quanto a radiação cósmica afeta os corpos femininos. A conquista de Christina enquanto astronauta, portanto, vai abrir um caminho de empoderamento importante, permitindo que a presença de mulheres no espaço não seja mais uma exceção e mostrando que, finalmente, a agência americana está disposta em tornar o espaço mais igualitário para os gêneros.