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3 mães e cientistas da L’Oréal Brasil contam como se dividem entre a maternidade e a ciência

08.05.2020

Erika Petali, Amanda Moreno e Rosita Gonzalez compartilham como tem sido a aventura na dupla jornada como pesquisadoras e mães

 

Afinal de contas, como é ser uma cientista que virou mãe? Para Erika Petali, Amanda Moreno e Rosita Gonzalez, três cientistas do Centro de Pesquisa & Inovação da L’Oréal Brasil, a jornada tem sido uma aventura e tanto! Com histórias diferentes de superação, elas mostram como tem sido o desafio de conciliar a carreira de pesquisadora com a maternidade – sempre balanceado com uma boa dose de amor e dedicação. Quer saber como elas se dividem entre cuidar dos filhos e se empenhar na ciência? Confira os depoimentos na matéria!

 

“Com a maternidade aprendi a lidar com desafios e encontrar soluções rápidas”

 

Amanda Moreno soube que se tornaria mãe de Joaquim – hoje com um 2 anos e 9 meses – durante um momento agitado da vida. Ainda na reta final da faculdade e em meio a um período de mudanças no Centro de Pesquisa & Inovação, a pesquisadora se viu diante do desafio de conciliar o trabalho e escrever seu TCC enquanto lidava com uma gravidez de risco. “Após a perda da minha primeira filha, Joana, descobri que meu parto prematuro foi devido a uma mutação sanguínea (trombofilia genética). Por isso, precisei fazer um tratamento durante a gestação do Joaquim, que foi bastante delicada”, conta. 

 

Depois do nascimento do filho, mesmo dividindo as tarefas com o marido, ela conta que o período mais desafiador foi durante a amamentação – acordando várias vezes de madrugada para alimentar Joaquim. “Eu ia trabalhar com poucas horas de sono. Muitas vezes me via distraída e com a mente cansada”, relembra. “Ainda assim, acredito que a maternidade é uma grande escola e só agrega valores”, reforça Amanda. Para ela, passar por toda essa experiência foi fundamental para que se tornasse uma mulher e cientista mais forte e paciente. 

 

“Com a maternidade a gente aprender a lidar com desafios e encontrar soluções rápidas, aprendemos a dar um passo para trás quando algo não dá certo, mesmo sem ver a luz no fim do túnel. A coragem e a insegurança andam lado a lado”, reflete. Segundo a cientista, se pudesse dar um conselho a pesquisadoras que desejam ser mães, seria para que se arrisquem sem medo. “Essa é uma das aventuras mais encantadoras que vocês podem viver!”, finaliza Amanda.

 

“Trabalhar com pesquisa exige muita dedicação e resiliência, assim como a maternidade”

 

Já no caso de Erika Petali, a gestação da filha Laura, hoje com 4 anos, foi totalmente programada – tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ainda assim, algumas surpresas fizeram parte do caminho. “Na época, eu era responsável por um projeto bem estratégico e estava super tranquila em deixá-lo para um grande amigo de trabalho tocar durante minha licença. Só que um mês antes de me ausentar, ele recebeu uma super proposta e mudou de área, então acabei tendo um tempo minúsculo para inserir uma nova pessoa no loop do projeto” relembra.

 

No entanto, segundo Erika, as surpresas não pararam por aí – pouco depois, a pesquisadora foi surpreendida com o nascimento da filha antes do esperado, em uma noite de natal. “Após o parto, a Laura precisou passar alguns dias na UTI e, quando me dei conta, tinha me inserido no mundo materno sem pensar muito no trabalho”, conta a cientista. Anos depois dessa experiência, olhando para passado e para o presente, Erika garante que seu segredo de sucesso na dupla jornada está na divisão de tarefas com o marido e na organização pessoal.

 

“Procuro ao máximo não levar trabalho para casa, pois lá é o momento que me dedico a ela. Obviamente, quando você é mãe, a prioridade em alguns momentos muda, como quando a Laura fica doente, por exemplo. Agora em isolamento, tenho sentido o impacto na produtividade, pois trabalhar remotamente com a Laura em casa é bem desafiador. Estou tentando manter a calma e aceitando que preciso parar em alguns momentos para dar atenção a ela, assim o restante do meu dia acaba sendo mais produtivo. Trabalhar com pesquisa exige muita dedicação e resiliência, assim como a maternidade”, compartilha.

 

“Depois do nascimento da minha filha me sentia mais forte que nunca, nenhum desafio parecia ser impossível”

 

Ainda falando sobre trabalho, gestação e surpresas, Rosita Gonzalez é um bom exemplo de que a maternidade também pode ser o gás a mais para desbravar novos territórios profissionais. Quando descobriu a gravidez de Catarina, hoje com 4 anos, ela era Analista de Pesquisa na L’Oréal e estava em um momento super produtivo da carreira. “Eu era responsável por um projeto bem estratégico para o time e me sentia bem confortável na cadeira que ocupava. Passei uma licença tranquila, sem aquela sensação de ‘será que vou ter meu emprego quando voltar?’ que escuto muito de várias amigas”, relembra.

 

Logo após o nascimento da filha, a volta da licença de Rosita foi marcada por uma alegria ainda maior do que a segurança de continuar fazendo parte do time. “Para minha felicidade, fui promovida e confiaram a mim um novo desafio, em um novo time onde TUDO era novidade. Foi realmente algo incrível, e naquele momento após o nascimento da Catarina me sentia mais forte que nunca. Nenhum desafio parecia ser impossível perto de tudo que tinha acabado de passar”, conta a cientista. 

 

Hoje, Rosita diz que lida bem com a divisão entre maternidade e carreira, mas que mesmo vivendo em parceria com o marido nos cuidados da Catarina, sentiu o impacto no tempo disponível para estudar. “Por sorte, minha gestora é bem flexível e aberta, então posso organizar minha agenda se necessário”, explica. Já para a vida pessoal, o jeito foi adotar uma tática curiosa. “Agora, o tempo que tenho para passar sozinha também é algo bem difícil hoje, então, escolhi acordar bem cedo para ter 2 horas do dia só para mim (risos)”, revela com bom humor.